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quarta-feira, 7 de setembro de 2022

DOIDAS E SANTAS

As pessoas costumam me chamar de doida, maluca, “tan tan”, uma “figura” e por ai vai... só porque eu sempre fui engraçada. Acho que já nasci assim “desparafusada”. Herdei um pouco da minha mãe. Sempre presente para alegrar um ambiente , acho que talvez por isso nunca me chateei com tantas nomenclaturas que me foram atribuídas.

Mas, quem de nós não temos um pouquinho de loucas?.

Quando passei na livraria vi um um livro de Marta Medeiros (Doidas e Santas) que me despertou o interesse e repasso uma crônica que a mesma traduz de uma forma interessante. Veja abaixo.
 

"Estou no começo do meu desespero/e só vejo dois caminhos:/ou viro doida ou santa". São versos de Adélia Prado, retirados do poema A Serenata. Narra à inquietude de uma mulher que imagina que mais cedo o ou mais tarde um homem virá arrebatá-la, logo ela que está envelhecendo e está tomada pela indecisão - não sabe como receber um novo amor não dispondo mais de juventude. E encerra: "De que modo vou abrir a janela, se não for doida? Como a fecharei, se não for santa?".Adélia é uma poeta danada de boa. E perspicaz. Como pode uma mulher buscar uma definição exata para si mesma estando em plena meia-idade, depois de já ter trilhado uma longa estrada onde encontrou alegrias e desilusões, e tendo ainda mais estrada pela frente? Se ela tiver coragem de passar por mais alegrias e desilusões - e a gente sabe como as desilusões devastam - terá que ser meio doida. Se preferir se abster de emoções fortes e apaziguar seu coração, então a santidade é a opção. Eu nem preciso dizer o que penso sobre isso, preciso? Mas vamos lá. Pra começo de conversa, não acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa. Os marmanjos devem estar de cabelo em pé: como assim, e a minha mãe??? Nem ela, caríssimos, nem ela.Existe mulher cansada, que é outra coisa. Ela deu tanto azar em suas relações que desanimou. Ela ficou tão sem dinheiro de uns tempos pra cá que deixou de ter vaidade. Ela perdeu tanto a fé em dias melhores que passou a se contentar com dias medíocres. Guardou sua loucura em alguma gaveta e nem lembra mais. Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar "the big one", aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio-pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar uma cafetina, sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha. Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos. Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

DESABAFO

Renova, inova, transforma, muda,
Prende e aprende solta, enrosca aposta.
Nasce, cresce, entende o dia, à noite, as pessoas.
Fecha os olhos e vai, cai, levanta.
O amor gosta de liberdade, a vida precisa de cor.
Regue escorregue, por todos os lados,
Por todos os poros, eu só quero é ser feliz.


{Denise Portes}

terça-feira, 17 de agosto de 2010

RELAXE E LIBERE-SE

Quero fazer desse espaço não uma obrigação burocrática, mas um cuidado e uma delicadeza de só escrever quando tiver vontade.


Então, receba em suas visitas o meu pecado de pensar.

Tento  descobrir o que está me fazendo sentir  irritada, incomodada com algo, porém sem saber exatamente o quê.

Mergulho no EU e descubro que sou uma espécie de Refém - pessoa importante que o inimigo mantem em seu poder para garantir uma promessa, um tratado, etc..." Mas... de quem? Ora bolas? Não tenho inimigos, porém analisando bem, esse inimigo pode estar bem perto, em forma de pensamentos negativos, medo, insegurança de assumir novas atitudes, promessas não cumpridas,compromissos que não fazem sentido, enfim desejos que não valem o preço do resgate.

Vejam só!!! Se sou  a comandante dessas crenças, cabe somente a mim reverter, desencantar-me.
COMO? Perceber que nada é garantia nesta vida, além da chance encantada de viver... Vou pagar  o preço do resgate, apostando naquilo que genuinamente acredito. Em coisas sinceramente compartilhadas, em gente que fala tocando no outro de alguma forma, na voz, no abraço, no olhar, no conteúdo. Afinal, sou uma pessoa importante. Quero da vida o que ela tem de mais belo e mágico.

Sou dramática, intensa e tenho o que mais gosto de mim, o riso, a alegria. Não sou palhaça, pois geralmente os palhaços se escondem atrás do riso, sou verdadeira e intensa.

Desde criança, aprendi que é melhor calar e dançar conforme a dança, do que ousar...
Chegou a hora da revanche, AGORA pressinto que está na "HORA DA ESTRELA".

(Textos adaptados de Clarice Lispector, Rosana Braga)


sábado, 14 de agosto de 2010

ÓCIO


Ócio de sábado a noite. Analiso as circunstâncias e me vejo sem nada a fazer. Inquietude!
Vou desafiar a minha solidão. Como? Mergulho no fundo das palavras que me vêm neste universo repleto de interrogações.
Fazer o quê?
Quem sabe!Correr atrás dos sonhos que tentam povoar o meu pensamento. Irei dar uma chance ao inesperado.
Sento e escrevo. Quem sabe nesse "giramundo" do meu computador venha-me uma tentativa de ludibriar dessa quietudade, esse ermo.
Puxa! Pronto! Consegui uma catarse - palavra utilizada em diversos contextos, refere-se a purificação das almas por meio de uma descarga emocional.
DANÇO.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

EU APENAS QUERIA QUE VOCÊ SOUBESSE

Eu apenas queria que você soubesse

Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto, flor do seu caminho
Eu apenas queria dizer
A todo mundo que me gosta
Que, hoje, eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também
E que a atitude de recomeçar
É todo dia, toda hora
É se respeitar na sua força e fé
É se olhar bem fundo até o dedão do pé
Eu apenas queria que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte das novas feridas
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida
[Gonzaguinha]

Doce Pensamentinho: "Por maior que seja a tempestade, Lembre-se: VAI PASSAR ..

quinta-feira, 22 de julho de 2010

DECLARAÇÃO


O meu blog hoje  traz um textinho de uma menina que se declara em suas palavras. Consultamos o Aurélio para explicar bem o significado de declarar: 1. Dar a conhecer; expor. 2. Proclamar publicamente. 3. Anunciar. 4. Revelar. 5. Julgar, considerar. 6. Nomear. 7. Dar a conhecer suas intenções; manifestar-se. 8. Reconhecer-se.
“Sou uma menina que se apaixona, que pensa que um simples olhar é uma grande declaração de amor. Que ama os amigos, que adora diversão, que é meio louca, que sonha doidices, que às vezes fala coisas sem sentido, que sempre tem os melhores ombros para um amigo chorar, que faz o melhor de si para ser uma boa menina, mas às vezes de boa não tem nada, que adora escrever, que é competitiva, que gosta de esportes, apesar de que não pratica nenhum,  que sempre quer ajudar, que odeia ficar sem ter nada para fazer, que adora dormir tarde e acordar cedo, que adora  lanchinhos, principalmente com os amigos, sempre procura ser companheira, que se estressa muito, que às vezes não tá de bom humor e que adora um computador…
Que sente falta dos amigos que não vê há algum tempo e dos que viu há pouco tempo também.
Às vezes ela tenta ser normal, mas ao mesmo tempo é diferente, e quer continuar assim.  (Sarah Pedrosa)